domingo, 14 de fevereiro de 2016

SONETO IRRACIONAL

O passado é comichão que me desfaz a calma
é vício que afunda a mente em pequenas dores.
Caminho cego por suas figuras de horrores,
sinto prazer ao vê-lo desfigurar minha alma.

Essa ânsia de amar causa mágoa, raiva e desamor
e engrandecer o que passou é parte do processo.
Desassossegar o coração é um lúdico excesso,
pesa no peito a razão embriagada de rancor.

Agora já não importa a ausência e a distância,
neste velho coração pulsa o amargo veneno,
pai das inseguranças dos homens, tão sereno.

Sou vítima fácil desse ciúme insensato,
me perdoe Amor, mas seu passado é fardo ingrato.
Findo esse lamento: louco. Raivoso. Sincero. 

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