segunda-feira, 11 de julho de 2016

UM-DOIS

Minhas rimas fazem tabela
à la Romário e Bebeto.
Todo novo verso é um gol de trivela. 

domingo, 10 de julho de 2016

MAIS DO MESMO

Tempestade torpe em minha cabeça
cheia de neuras confortavelmente
seguras. Nada que eu não mereça.
O que dizer do passado? Semente
de dúvidas indigestas e irracionais,
volta e meia vítima de ações passionais.
Meu desejo paira nessa confusão
travessa, que transforma a paixão
em agonizante melancolia.
Esse ódio se faz, desfaz e refaz
as minhas angústias em poesia.
Sei bem: não ha motivos para tal,
veja bem, amor. meus sentidos não
pedem razão. Nesse mar sentimental
onde desaguam cachaça e agonia,
iço velas rumo ao desconhecido
e pelo ciúmes hipócrita sou
                                             movido.
Enfim contido, pelos simples e
aconchegante, túmulo-amigo.

sábado, 2 de julho de 2016

CONFIDÊNCIA

Fui questionado noutro dia
sobre a essência da poesia.
Em um lapso de inconsciência
respondi com rara inocência:

É a poesia a arte da mentira.
Arma translouca que atira
sem rumo ou alvo ou razão.
Poesia é palavra, não emoção.

Se existe beleza nisso,
não sou capaz de descobrir.
Meus versos parecem fugir,

E ao fim prendo-os no papel
e esqueço-me de esquecer que
poesia é o fazer, não o querer.