terça-feira, 29 de julho de 2014

PALAVRAS SOBRE MEU CAFÉ

faço café pra beber seu aroma
aroma que nem subtrai nem soma
apenas embriaga e me faz viajar.

sábado, 26 de julho de 2014

**

você acerta quando diz
que eu te ouço e fico infeliz
a sua voz me deixa
assim, por um triz.
dê-me uma razão
e eu não fugirei.
me engano sem rodeio
e com ar de derrota,
é a felicidade que me aborta.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PEQUENA II

essas noites de nostalgia
combinam com meus versos soltos
livre para sonhar, livre para escrever
muito longe de conseguir rimar.
as memórias corroem meu peito
meu amor escorre pelos poros
sinto-me vaguear por um labirinto estreito
embriagado por tanta solidão
solidão imposta por você
solidão que me faz pensar em morrer.
sem rodeios nem galanteios
quero mesmo é morrer nesse porre
encontrar abrigo na companhia de um defunto
que assim como eu, também sozinho
partiu desse maldito mundo.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O 10

Às vezes me canso dessa rotina
A bola cruzada, que ninguém domina
O chute de longe, que passa por cima.
Quartas e domingos, a monotonia entedia.
A bola, coitada, sente-se mal:
de tão judiada. Eis que o 10 ensina:
O corte e o chute, bela pancada.
Lembra até o Garoto do Parque.
Tão ligeiro que nem parece verdade.
A invertida renova a jogada,
levanta a arquibancada.
O último ato se aproxima:
- com a canhota ele domina,
na entrada da área combina:
beque de um lado, ele pro outro...
com muita calma, fulmina.
É 10. O 10. É rotina.

terça-feira, 8 de julho de 2014

ME DÊ LAXANTES E UM SOUVENIR

o álcool é divino
faz do homem, humano
traz de volta sua aura de menino.
somos homens sem coração.
somos porcos sem rumo,
tipo fumantes sem fumo
desesperados por consumo.
rejeitados pelo diabo,
talvez por outro alguém
nunca sabemos se a  visão vai além
de onde alcança a voz de Cobain.
pode vir e partir,
quero laxantes pra escrever
e um souvenir pra sorrir.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

CONVITE

Alô Thomas! A sua Ana
nesse meu mundo é Carol.
Uma morena branca
branca feito Ana.
Quanto a você Thomas,
aqui tu é Pedro.

Carol também partiu.
Assim como você e Ana
nós vimos o pôr-do-sol.
Ela partiu e voltou
voltou para partir.

Fiz versos pra esquecer
parecido com você.
Bebi mais do que pude
para talvez morrer.

Rasguei todas as cartas
adiei as ligações
mudei minhas ações
tudo em vão Thomas,
parecido com você.

Nem Buarque, nem Vandré
nem ao menos um café.
Nada disso aliviou meu coração.
Vivemos eu e a solidão.
Fumei e desmaiei, mas
nessa altura Thomas,
também já nem sei.

Precisamos combinar, meu caro
mais uma cerveja
não vai nos matar.
Talvez por outra noite
os rostos de Ana e Carol,
ela possa apagar.

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Conheça a história de Thomas e Ana:

Sobre Thomas e Ana

terça-feira, 1 de julho de 2014

LA LUNA ROJA

De que vale a mão que afaga, se da
boca sai apenas ideia amarga
A mente sem essência
é a semente da ignorância.
Prefiro morrer a endireitar-me
Vindo de meu peito
ouço um alto alarme
de luz vermelha,
até sem charme
saio às ruas,
com a legião
e juntos urramos em bom som:
- novos tempos meu povo,
chegou a revolução!