terça-feira, 26 de agosto de 2014

SEM CACHAÇA NÃO DÁ

Sem clichês. a realidade
é muito melhor.
Me diga camarada,
pra que viver assim?
nessa vida programada:
com a casa arrumada
a esposa disfarçada
o trabalho sem graça
o copo sem cachaça.
Diz ai camarada,
por que vives
no seu mundo de nada?

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

JANTAR

poesia, lexotan e cerveja
se tiver algo melhor camarada
please be my guest, ponha sobre a mesa.

HAICAI DO AMANTE DA ORGIA

por hoje, sem poesia
o mundo romântico
abriu as pernas, meu irmão,
mas não tem nada não
nós vamos mesmo de orgia.

terça-feira, 29 de julho de 2014

PALAVRAS SOBRE MEU CAFÉ

faço café pra beber seu aroma
aroma que nem subtrai nem soma
apenas embriaga e me faz viajar.

sábado, 26 de julho de 2014

**

você acerta quando diz
que eu te ouço e fico infeliz
a sua voz me deixa
assim, por um triz.
dê-me uma razão
e eu não fugirei.
me engano sem rodeio
e com ar de derrota,
é a felicidade que me aborta.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PEQUENA II

essas noites de nostalgia
combinam com meus versos soltos
livre para sonhar, livre para escrever
muito longe de conseguir rimar.
as memórias corroem meu peito
meu amor escorre pelos poros
sinto-me vaguear por um labirinto estreito
embriagado por tanta solidão
solidão imposta por você
solidão que me faz pensar em morrer.
sem rodeios nem galanteios
quero mesmo é morrer nesse porre
encontrar abrigo na companhia de um defunto
que assim como eu, também sozinho
partiu desse maldito mundo.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O 10

Às vezes me canso dessa rotina
A bola cruzada, que ninguém domina
O chute de longe, que passa por cima.
Quartas e domingos, a monotonia entedia.
A bola, coitada, sente-se mal:
de tão judiada. Eis que o 10 ensina:
O corte e o chute, bela pancada.
Lembra até o Garoto do Parque.
Tão ligeiro que nem parece verdade.
A invertida renova a jogada,
levanta a arquibancada.
O último ato se aproxima:
- com a canhota ele domina,
na entrada da área combina:
beque de um lado, ele pro outro...
com muita calma, fulmina.
É 10. O 10. É rotina.

terça-feira, 8 de julho de 2014

ME DÊ LAXANTES E UM SOUVENIR

o álcool é divino
faz do homem, humano
traz de volta sua aura de menino.
somos homens sem coração.
somos porcos sem rumo,
tipo fumantes sem fumo
desesperados por consumo.
rejeitados pelo diabo,
talvez por outro alguém
nunca sabemos se a  visão vai além
de onde alcança a voz de Cobain.
pode vir e partir,
quero laxantes pra escrever
e um souvenir pra sorrir.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

CONVITE

Alô Thomas! A sua Ana
nesse meu mundo é Carol.
Uma morena branca
branca feito Ana.
Quanto a você Thomas,
aqui tu é Pedro.

Carol também partiu.
Assim como você e Ana
nós vimos o pôr-do-sol.
Ela partiu e voltou
voltou para partir.

Fiz versos pra esquecer
parecido com você.
Bebi mais do que pude
para talvez morrer.

Rasguei todas as cartas
adiei as ligações
mudei minhas ações
tudo em vão Thomas,
parecido com você.

Nem Buarque, nem Vandré
nem ao menos um café.
Nada disso aliviou meu coração.
Vivemos eu e a solidão.
Fumei e desmaiei, mas
nessa altura Thomas,
também já nem sei.

Precisamos combinar, meu caro
mais uma cerveja
não vai nos matar.
Talvez por outra noite
os rostos de Ana e Carol,
ela possa apagar.

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Conheça a história de Thomas e Ana:

Sobre Thomas e Ana

terça-feira, 1 de julho de 2014

LA LUNA ROJA

De que vale a mão que afaga, se da
boca sai apenas ideia amarga
A mente sem essência
é a semente da ignorância.
Prefiro morrer a endireitar-me
Vindo de meu peito
ouço um alto alarme
de luz vermelha,
até sem charme
saio às ruas,
com a legião
e juntos urramos em bom som:
- novos tempos meu povo,
chegou a revolução!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

terça-feira, 24 de junho de 2014

SIMPLICIDADE

faço versos em almaço
caprichando no compasso
surgem traços inacabados
em papéis amassados.
amores rechaçados,
um café amargo. 

domingo, 22 de junho de 2014

NOVAMENTE SEM VOCÊ

Me perdi em devaneios
repletos de lamentos,
frios como teus seios

A morte lenta me engole
o meu coração encolhe,
pois você não voltará.

Não me importa
o que foi ou o que será
em outras palavras
por favor , vá se ferrar!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

AMARELO

veja só essas formas, de
mármore parisiense
essas formas enganam
essas formas mentem
não se deixe levar
por caprichos finados
caminhe distraído
faça versos relaxados. 

domingo, 1 de junho de 2014

PASSATEMPOS

Leminski lutava judô
Oswald falava ao Capoeira
Eu tenho habilidade
de escrever em segunda-feira.

SEGREDO

nunca forcei poesia
escrever assim me dá
                         azia

sexta-feira, 30 de maio de 2014

UM CAFÉ NUM CANTIL TUPI

tem um café no meu cantil
um café batizado
ao estilo escocês
um café de burguês.
no meu cantil tem café
meu cantil é inglês
de ouro roubado dali
um ouro tupi.
meu cantil é burguês. 

domingo, 25 de maio de 2014

então começo a sentir o fim. seu cheiro, seu frio, sua loucura. a loucura talvez seja minha, enfim. tudo parece superficial e pela manhã sinto que preciso ligar um despertador sentimental afim de sobreviver até o próximo desmaio alcoólico. perdi você, pequena. perdi você, pequena. 

domingo, 11 de maio de 2014

A SEGUNDA DO MÊS OU A SEGUNDA DA MADRUGADA?

se eu falasse com as estrelas
diria à todas que te amo.
como sou um bêbado
é pelo garçom que chamo:

"mais uma dose, companheiro
só pra eu esquecer aquele cheiro
o cheiro dela. tentadoramente embriagador
que fez eu me perder em torpor
e afundou meu coração num mar de dor."


O ÁLCOOL

cada vez que bebo, o faço como se não houvesse amanhã. mas no fundo da minha mente, na parte que talvez não tenha sido lavada pelo álcool, eu rezo para o sol raiar novamente.

sábado, 22 de março de 2014

NOVO VELHO MUNDO

eu busco seu sorriso
nas profundezas do meu alcoolismo
ouço meu coração acelerar
rezo para tudo se acabar
apenas a escuridão vai resolver
esse problema de amor com você.
minhas palavras confusas
tornam-se inúteis
cercado por dúvidas
agarro-me à coisas fúteis.
sobreviver é o que resta.


sábado, 8 de março de 2014

DAS PROFUNDEZAS DO MEU ALCOOLISMO

todo ódio que senti
alimentado pelo álcool que bebi,
corrói a alma sem dó
faz eu me sentir cada vez mais só.
sem sorriso ou motivo
pra seguir vivendo.
sentindo.
meu coração bombeia saudade
não entende essa sua maldade.
judiação com o pobre coitado,
tão apaixonado, agora desesperado,
imaculado.

segunda-feira, 3 de março de 2014

ALGO NO CAMINHO DESSE MEU AMOR

escrevo histórias sobre um amor que é só meu. um amor sem razão, que conforta e enlouquece, mas que nunca se esquece de me visitar. até parece um clichê eu dizer que estou a mercê desse grande amor, mas é tudo tão confuso e juvenil... apenas meu coração sente-se senil. cansado de tantos desencontros. um amor só meu. cansado de todas ilusões. um amor só meu. cansado de amar... e viver. um amor apenas meu.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

ENTEDIADO DE PAIXÃO

Oh, se não existe amor?
fale por você, pequena.
mas espere... é por você.
para que tudo rime, escreverei "Helena".  
não entendo sua ingratidão
queira partir então.
por favor não volte
e deixe que a solidão lhe escolte
não desejo nada bom,
apenas que ensurdeça com esse som:
que vem do seu coração
chamando pelo meu nome e,
implorando pelo álcool que te consome
volte aos meus braços

com toda paixão
do seu amor.. . de tempos passados. 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

PEQUENA

o álcool consome meu bom senso
liam, com seu vocal, afunda minhas mágoas
e faz meu coração chorar ainda mais à cada lembrança.
solidão e embriaguez são mera semelhança.
sinto sua falta à todo momento
mas sei que essa solidão é questão de tempo.
porém as dúvidas consomem minha mente
não entendo meu coração ardente
só me lembro do seu sorriso
e sinto algo quente correndo em meu rosto
são lágrimas com certeza,
lágrimas de tristeza.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

1:51

Esse ódio frio adormece minhas pernas. Na minha cabeça um urro sádico espanta pensamentos macabros. A frieza trazida pela solidão é algo inesperado que parece tomar conta do meu coração. De nada adiantam as palavras de consolo. tudo em vão. sinto-me perdido entre gritos e gemidos. as mãos trêmulas esganam um pescoço invisível. talvez o meu. nenhum amor destrói tanto quanto esse seu. a lata vazia. uma, duas, três... várias. nada disso me sacia. nem vicia. nem havia... amor, havia.  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

UMA REZA, OUTRO GOLE

As noites em claro já não são contadas. O tempo desperdiçado esconde mentiras desbotadas. Notícias velhas ainda espantam e o som do vinil e o copo na mão se completam. De nada vale essa atenção, perdida no refrão, da mais nova canção, com o verso terminado em -ão. Tantos clichês para completar um papel que esqueço-me até de contemplar o céu. Suas razões não me afetam também. tudo que preciso é uma reza, outro gole, amém.