Sob o olhar cansado do final da noite,
o pivete acorda para outro dia de açoite.
O café tão escuro quanto a madrugada
espanta o sono e qualquer alma penada.
Sol, bala, suor, chicletes e alguma fé:
Trânsito parado. "Hoje não, vagabundo!"
O que você fez para nascer nesse mundo?
Onze horas, meio-dia e o asfalto queima o pé.
Uns trocados no bolso, fome na barriga,
um pão mais duro que o coração social.
"Some daqui, moleque! Volta pro sinal!".
Caem o sol e o moleque simultâneamente.
Vá descansar! Já não tem mais que trabalhar.
Outra vez a sociedade cala e consente.
o pivete acorda para outro dia de açoite.
O café tão escuro quanto a madrugada
espanta o sono e qualquer alma penada.
Sol, bala, suor, chicletes e alguma fé:
Trânsito parado. "Hoje não, vagabundo!"
O que você fez para nascer nesse mundo?
Onze horas, meio-dia e o asfalto queima o pé.
Uns trocados no bolso, fome na barriga,
um pão mais duro que o coração social.
"Some daqui, moleque! Volta pro sinal!".
Caem o sol e o moleque simultâneamente.
Vá descansar! Já não tem mais que trabalhar.
Outra vez a sociedade cala e consente.