meu lugar é o campo
de futebol ou do mundo da bola e da grama eu me inundo e afundo neste prazer maior que todo querer. o meu lugar é o do jogo futebol que me queima a pele tal qual o sol que arde com força toda a fibra que impulsiona meu corpo errante no momento máximo do drible desconcertante. meu lugar é o campo e dele não abro mão.Liberdade devaneada
Relatos da juventude e da vida adulta deste autor.
quinta-feira, 10 de abril de 2025
sexta-feira, 4 de agosto de 2023
Das negativas
O pássaro não sabia que era pássaro,
a flor não sabia que era flor,
o amor não sabia que era amor.
O poeta sabe o que são todos eles,
e ainda não se descobriu poeta.
Nem pássaro, nem flor, nem amor.
Nada disso é poesia, conclui. Não
sou poeta. Nem pássaro, nem flor,
nem amor. Nada sei. Nem sou.
terça-feira, 5 de outubro de 2021
TENSÕES
oca
folha seca de
papel mais-que-picado.
Em pó. papel
e coração.
duro e seco
sexo
nem pensar
na satisfação deste sexto
domingo, 18 de julho de 2021
A MELHOR DO ANO
Lewis Hamilton venceu o GP de Silverstone de 2021. Uma semana após a derrota inglesa para os italianos, na final da Eurocopa, com Wembley lotado, o piloto inglês reduziu a diferença para o holandês Max Verstappen e incendiou a briga pelo Mundial de Pilotos - além de ajudar a Mercedes na luta pelo Mundial de Construtores. A vitória de Hamilton, logo após a derrota inglesa para a Seleção Italiana poderia ser uma coincidência, coisa do acaso, mas é muito mais simbólica do que parece. É sabido que após o jogo passado, ataques racistas foram destilados contra os jogadores Marcus Rashford, Bukayo Saka e Jadon Sancho - que perderam seus pênaltis na disputa final - em mais um registro abjeto na história inglesa e que, provavelmente, cairiam no esquecimento em breve, não houvesse um Hamilton no meio do caminho. Lewis Hamilton, negro, inglês e esportista, assim como Rashford, Saka e Sancho.
Hamilton reescreve a história da Formula 1 há mais de uma década, mas o seu legado deve ser expandido ao campo social e a sua apresentação na manhã de hoje, em Silverstone, foi mais um soco na boca dos estômagos racistas. O piloto partiu da segunda posição e logo nos primeiros metros da prova colocou o carro à frente de Verstappen, líder do Mundial. Por duas vezes, Lewis foi bloqueado pelo piloto da Red Bull. Na terceira, porém, o toque entre ambos aconteceu e o holandês foi para a caixa de brita, abandonando a prova. Corrida paralisada, Hamilton com pequenas avarias em seu Mercedes e tendo o ferrarista Charles Leclerc à sua frente. Ferrari. Itália versus Inglaterra. A memória de Wembley é inevitável.
A caçada de Hamilton ao jovem monegasco foi dificultada pelos dez segundos de punição impostos pela direção de prova, mas ele, negro e inglês, mostrou porque é o maior recordista e o maior piloto da história da categoria. Hamilton impôs um ritmo alucinante após a série de paradas nos boxes; ultrapassou o seu conterrâneo Lando Norris, depois o seu companheiro Valtteri Bottas e, a duas voltas do final, deixou a Ferrari para trás, conquistando a sua oitava vitória em casa. Hamilton marcou o gol que os jogadores ingleses não marcaram na última semana. Hamilton "defendeu o chute" que os ingleses não souberam defender. Foi cerebral como o técnico inglês, Gareth Southgate, não soube ser na decisão europeia. Foi aguerrido como o capitão Harry Kane e cia. não foram. Hamilton, finalmente, venceu, diferente de seus conterrâneos e, provavelmente, a contragosto dos racistas ingleses - e dos demais racistas.
sexta-feira, 2 de julho de 2021
quinta-feira, 24 de junho de 2021
CONTA-GOTAS
sexta-feira, 3 de abril de 2020
AH, SARAMAGO!
Em: Ensaio sobre a cegueira (https://rparquitectos.weebly.com/uploads/2/6/6/9/266950/jose_saramago_-_ensaio_sobre_a_cegueira.pdf)
