segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

SONETO DA PROMESSA

Certa noite disse a ela: "não sei para onde vamos
mas acho que estou feliz por onde nós estamos"
seus olhos me fitavam com ternura pedinte
e os cabelos perfumaram meu sonho seguinte.

Naquela doce noite pedi aos céus vida eterna,
quis o toque, os seios, as coxas, a boca terna.
Despi aquele corpo com as minhas mãos trêmulas,
sorvei seu quente néctar de doses intrêmulas.

soube enfim o significado do prazer sem fim:
nada de amores com prazo de validade,
o sentimento é sentido em sua mais pura verdade.

E como em um bom samba qualquer do Poetinha,
não soube dizer para onde nós iríamos
senti felicidade por saber onde estávamos.

sábado, 2 de janeiro de 2016

AO MEU SOBRINHO

Seus pequenos ombros suportam tamanha inocência
seus amorosos abraços não sabem o sentido do amor.
Um olhar profundo livre de amarguras e qualquer rancor,
assustado, desperto: um fantasma anuncia a sua ausência.

Entre uma lágrima e outra, o sorriso aberto sem sentido
escancara a pureza sublime desse ser pequenino.
A empatia exala dos bracinhos do nosso menino,
sem esse anjo-guri, exibiríamos esse riso incontido?