terça-feira, 28 de janeiro de 2014

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Esse ódio frio adormece minhas pernas. Na minha cabeça um urro sádico espanta pensamentos macabros. A frieza trazida pela solidão é algo inesperado que parece tomar conta do meu coração. De nada adiantam as palavras de consolo. tudo em vão. sinto-me perdido entre gritos e gemidos. as mãos trêmulas esganam um pescoço invisível. talvez o meu. nenhum amor destrói tanto quanto esse seu. a lata vazia. uma, duas, três... várias. nada disso me sacia. nem vicia. nem havia... amor, havia.  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

UMA REZA, OUTRO GOLE

As noites em claro já não são contadas. O tempo desperdiçado esconde mentiras desbotadas. Notícias velhas ainda espantam e o som do vinil e o copo na mão se completam. De nada vale essa atenção, perdida no refrão, da mais nova canção, com o verso terminado em -ão. Tantos clichês para completar um papel que esqueço-me até de contemplar o céu. Suas razões não me afetam também. tudo que preciso é uma reza, outro gole, amém.