quinta-feira, 30 de maio de 2013

FIM DE TARDE COM VOCê

Não sei explicar minhas ações. Velocidade e intensidade. Me senti desprotegido. Meu escudo de orgulho caiu antes mesmo de te ver. 30 segundos. 10 palavras, no máximo. Pouco sentimento. Após quase 5 meses. Nunca imaginei que sair de perto de você fosse simples. O frio passou, senti-me leve. Torpe. Quando me deu as costas, nada. Sair daquele carro, atravessar com passos firmes a cidade deserta não me doeu como antes. O pensamento me traz, novamente, sua imagem. Mas não entendo. Nem nossas músicas fazem efeito. Acordei de um coma profundo. Você. Diferente de Gessinger, peço um conhaque por puro prazer. O inverno não entra mais pela porta que você deixou aberta ao sair - Eu que não amo você. Pois é. Quem diria. Eu que não amo você. Um turbilhão de dúvidas ainda rodeia minha cabeça, mas parece tão claro, tudo tão palpável. Ainda é só um dia. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

UMA CANÇÃO DE AMOR

Aquele pensamento que me faz não querer pensar mais. Aquela vontade de acreditar na possibilidade do impossível existir. Desviar as ideias só me levam cada vez ao seu rosto. Se ao menos eu entendesse seus motivos.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

DESESPERO

Ele só queria entender o que vivia naquele momento. Na verdade, buscava compreender cada dia daqueles últimos 5 meses, desde a partida da sua Pequena. O pior já havia passado. A dor maior doía com menos intensidade. Só crescia a saudade. O turbilhão de emoções fazia-o lembrar dos 4 meses anteriores. Dos beijos e promessas. Lembranças tristes, essas. Sentia a cabeça a pesar e buscava refúgio nas mesas de bar. Nem mesmo as novas mensagens da amada o fizeram melhorar. Aquelas novidades aumentavam seu pensar. No rádio, as mesmas músicas. Na cama, as roupas úmidas. Depois da curva, o temporal. Ele arriscou ao se entregar. Ele errou ao amar (novamente). A falta de novas respostas para as velhas perguntas o deixavam inquieto. Certo do incerto. Cansado da vida. Encara a morte com a cara polida. Uma confusão mental. Sem forças ele chora um choro silencioso, fazendo rolar lágrima sofrida, lembrando-se do rosto da menina e escolhe adiantar sua partida. Silêncio.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

SE EU NÃO TE AMASSE TANTO ASSIM

"eu só quero te dizer que eu te amo. eu te amo mais do que qualquer outro cara com quem você já relacionou. provavelmente mais do que qualquer outro com quem você vai se relacionar. amo você mais do que eu mesmo. minha vontade era que desse certo, mesmo com todas dificuldades. meu sonho é ter você por todo o tempo que puder. seus beijos me fazem falta e vão continuar. seu sentimento por mim é real, porém seus medos são maiores do que esse amor. impossível imaginar minha vida e meu coração sem você. mas eu te amei. amei sem querer. amei e me entreguei. amei do modo que eu sei. espero que consiga fazer isso por alguém um dia... e nesse dia vai entender como te amei. minha pequena, não tem noção do que eu sinto agora. to segurando o choro pra depois. impossível chorar vendo esse rosto lindo. vou levar aquela noite de setembro comigo por muitos anos. na verdade, todas as noites até essa despedida. todo momento com você desde o dia em que nos conhecemos. sinto o corpo anestesiado. agora estou acompanhado da solidão. se cuida minha linda, tomara que encontre alguém melhor que eu."


FODA-SE O TÍTULO

às vezes quero entender essa descrença
tudo passa, ainda sinto sua ausência
vou me arrastando de mesa em mesa
me escondendo dessa tristeza
que assola o meu viver.
não entendo a sua volta
nada faz sentido,
principalmente seu sentimento indefinido.
seu silêncio é torturante
como se não fosse suficiente você estar tão distante.
há tempos desconheço o prazer
de ver florescer
um dia de estação.
vejo o mundo com olhos amargos
e profundo descaso
aos dias que vão.



domingo, 19 de maio de 2013

NÁ NÁ NÁ

Já não adianta mais me embebedar
Pois ainda vejo o tempo passar.
O amargo me consome,
Ao passo que vida sem sentido
Faz eu esquecer meu próprio nome,
gravo seu rosto em cada muro da cidade,
mas não conseguido minha porção de sobriedade.
Outra vez me embriago de você,
canto e choro lembrando desse amor.
Vejo o mundo em uma só cor.
O frio arrebatador é tristemente confortante,
pois ele me aproxima do fim à cada instante.

domingo, 5 de maio de 2013

XXIX

Falta-me prazer às coisas pequenas da vida 
Já não me faz efeito nem a bebida. 
Tudo e nada se encontram 
E confundem minha mente viajante. 
Parece tão passageiro, o bucólico. 
Vejo os dias se acabando, E, 
com o coração sangrando 
Espero por algo que sufoque essa tristeza. 
Nada nessa bolha me satisfaz 
Não consigo conter essa morte lenta, 
Sou incapaz.