quinta-feira, 23 de maio de 2013

DESESPERO

Ele só queria entender o que vivia naquele momento. Na verdade, buscava compreender cada dia daqueles últimos 5 meses, desde a partida da sua Pequena. O pior já havia passado. A dor maior doía com menos intensidade. Só crescia a saudade. O turbilhão de emoções fazia-o lembrar dos 4 meses anteriores. Dos beijos e promessas. Lembranças tristes, essas. Sentia a cabeça a pesar e buscava refúgio nas mesas de bar. Nem mesmo as novas mensagens da amada o fizeram melhorar. Aquelas novidades aumentavam seu pensar. No rádio, as mesmas músicas. Na cama, as roupas úmidas. Depois da curva, o temporal. Ele arriscou ao se entregar. Ele errou ao amar (novamente). A falta de novas respostas para as velhas perguntas o deixavam inquieto. Certo do incerto. Cansado da vida. Encara a morte com a cara polida. Uma confusão mental. Sem forças ele chora um choro silencioso, fazendo rolar lágrima sofrida, lembrando-se do rosto da menina e escolhe adiantar sua partida. Silêncio.

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