sábado, 2 de julho de 2016

CONFIDÊNCIA

Fui questionado noutro dia
sobre a essência da poesia.
Em um lapso de inconsciência
respondi com rara inocência:

É a poesia a arte da mentira.
Arma translouca que atira
sem rumo ou alvo ou razão.
Poesia é palavra, não emoção.

Se existe beleza nisso,
não sou capaz de descobrir.
Meus versos parecem fugir,

E ao fim prendo-os no papel
e esqueço-me de esquecer que
poesia é o fazer, não o querer. 

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