sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

SONETO DAS LEMBRANÇAS

O nosso tempo se desfez sem culpa, minha amiga
foi tempestade momentânea de amor e sexo
deixou saudades e uma lição: paixão não se mendiga.
Todo pedaço de vidro na rua possui o seu reflexo.

e o velho coração afoga-se nessas loucas rimas
e a cabeça teimosa quer apenas poesia
enquanto uns poetinhas lutam por obras primas,
desejo findar a goteira da melancolia.

Quero beber dessa cachaça imunda, amarga e doente,
como faz um bêbado de sentimento permanente.
Esse vício de tragar a fumaça da saudade,

não apresenta qualquer sintoma há muitos anos.
Talvez algumas ressacas e uns versos sem compromisso,
prazerosamente causados por esse seu feitiço.

2 comentários:

  1. Olá! Gostei dos seus poemas e, em especial, deste soneto. Admiro muito a arte da palavra.

    [Cheguei aqui por causa de comentários (antigos) seus no meu blog.]

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    1. Oi Mariane, que bom que gostou! Fico feliz pelo comentário, volte sempre haha

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