terça-feira, 31 de maio de 2016

DIÁRIO URBANO

Sangro palavras sofridas
embebidas em vinho e amor
e prazer. A noite em seu fervor
é covil de almas perdidas.

A mendigagem aflita
divide o último gole,
engana a fome da prole.
me sacio com a escrita.

A cidade imunda de razão
me arranca do peito a mais
melancólica emoção.

A manhã febril rouba os
sonhos dos desiludidos.
Nasceu o dia. Estamos fodidos. 

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