Embriagada, a escrita tropeça na loucura
num avanço confunde seus olhos de Lolita
Com qualquer pedra preciosa verde-maldita.
A boca anestesiada em amarga doçura,
sonha e beija e devaneia e perde a compostura
e perdida em beijos, a realidade evita.
Minha boca passeia mas em sua boca orbita,
afogada pelo amor e a sua caricatura.
Os meus lamentos formarão mares e tsunamis.
nesse papel não cabe todo meu sofrimento,
nem samba nem cachaça apagarão esse tormento.
E que essa ânsia por sua boca, outrora unânime
não se distancie apenas em meu pensamento:
Que ela viaje aos poucos sem medo do relento.
E que essa ânsia por sua boca, outrora unânime
não se distancie apenas em meu pensamento:
Que ela viaje aos poucos sem medo do relento.
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