domingo, 8 de novembro de 2015

SUSSURRO DA MADRUGADA

Embriagada, a escrita tropeça na loucura
num avanço confunde seus olhos de Lolita
Com qualquer pedra preciosa verde-maldita.
A boca anestesiada em amarga doçura,

sonha e beija e devaneia e perde a compostura
e perdida em beijos, a realidade evita.
Minha boca passeia mas em sua boca orbita,
afogada pelo amor e a sua caricatura. 

Os meus lamentos formarão mares e tsunamis.
nesse papel não cabe todo meu sofrimento,
nem samba nem cachaça apagarão esse tormento.

E que essa ânsia por sua boca, outrora unânime
não se distancie apenas em meu pensamento:
Que ela viaje aos poucos sem medo do relento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário