sábado, 26 de setembro de 2015

SONETO INFINDÁVEL

devaneios findaram minha escrita
palavra, verso, rima e poesia,
foi-se embora minha única alegria:
escrever para a minha guria.

por onde anda essa inspiração maldita?
não consigo ver a folha vazia,
a noite toma conta do meu dia
e meu coração navega em sangria.

a mão trêmula rende-se ao copo e assim,
metodicamente, flerto com o fim.
com sangue e cachaça pulsando juntos.

eu rabisco e apago paixões, e ora sim,
ora não, me distraio em seus assuntos
enterrando enfim, amores defuntos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário