Na insanidade da minha mente percebo que esse não é o meu lugar. Percebo que tudo ao meu redor me faz perder o ar. Todo meu esforço para fugir dessa selva foi em vão. Os dias se foram e tudo segue igual. A rotina dessa minha prisão. A tristeza tornou-se energia. Meu combustível para escrever. Não vejo o futuro. As coisas estão indo muito mal, obrigado. Como diz a canção: "Eu que não fumo, queria um cigarro...". No momento eu preciso de um maço, só pra nicotina não me lembrar que minha vida não vai mudar. Sinto no corpo o peso dessa agonia, que eu sei bem: só está começando. Todos vão. Eu não. A loucura corre em minhas veias e transcende a imaginação. Caminho paralelo à solidão. De mãos dadas, talvez. Sinto que perdi a fé. A fé na esperança. A fé na mudança. Dá vontade se entregar à pacatez. Entregar-se à rotina. Tenho náuseas só de imaginar. Não consigo acreditar.
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